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Os pedidos de financiamento bancário feitos por pequenos negócios alcançaram, no terceiro trimestre de 2026, o melhor índice de aprovação já registrado desde o começo da série histórica, em 2022. A 13ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, do Sebrae, apurou que 46% das empresas que procuraram crédito nos três meses anteriores ao levantamento tiveram a solicitação aceita.
O estudo também apontou recuo da inadimplência: a fatia de pequenos negócios com dívidas vencidas passou de 28%, em março, para 25% em julho — uma diferença de três pontos percentuais.
O índice verificado em julho é o mais alto desde que o Sebrae passou a acompanhar o indicador, em 2022.
O número leva em conta apenas os pequenos negócios que buscaram crédito nos três meses que antecederam a pesquisa. Nesse recorte, praticamente metade obteve junto às instituições financeiras o valor pretendido.
Para o Sebrae, o avanço acontece em um ambiente de condições mais favoráveis de acesso ao crédito. A entidade associa o movimento, entre outros pontos, à redução das taxas de juros e às ações de apoio financeiro voltadas ao segmento.
Ao lado da melhora nas aprovações, o levantamento registrou diminuição do número de pequenos negócios com contas atrasadas.
Em março, 28% dos empreendedores ouvidos afirmavam ter dívidas vencidas. Em julho, esse percentual caiu para 25%.
A variação de três pontos percentuais sugere um quadro financeiro mais equilibrado para parte do segmento, ainda que um em cada quatro negócios siga relatando algum grau de inadimplência.
A pesquisa acompanha microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, o que permite observar a evolução das condições financeiras desse público ao longo do tempo.
De acordo com o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o Desenrola também ajudou a compor esse cenário de acesso ao crédito. Segundo a entidade, o programa já resultou em cerca de R$ 31 bilhões em operações destinadas a pequenos negócios.
O Sebrae chama atenção ainda para o chamado crédito assistido, modelo em que o empreendedor é orientado antes de contratar, avaliando se o financiamento é realmente necessário e quais são as condições da operação.
A orientação ganha peso em negócios que pretendem usar o recurso para capital de giro, investimento ou expansão, já que o custo do financiamento precisa entrar no planejamento financeiro da empresa.
Mesmo com mais aprovações, conseguir o financiamento não significa que o crédito esteja mais barato nem que ele seja adequado para qualquer negócio.
Antes de fechar a operação, a empresa deve analisar o montante necessário, o prazo de pagamento, a taxa de juros e o peso das parcelas sobre o fluxo de caixa.
A finalidade do recurso também entra na conta. Em empresas com dívidas em atraso, por exemplo, contratar um novo financiamento pode exigir a avaliação da capacidade de pagamento e das alternativas para reorganizar o passivo.
O retrato do Sebrae mostra, assim, dois movimentos simultâneos: menos pequenos negócios com dívidas em atraso e uma parcela maior de aprovação entre os que buscaram financiamento. Os dados servem de referência para empreendedores e profissionais da gestão financeira avaliarem o cenário de crédito do segmento.
Fonte: Com informações de Contábeis
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